Conhecendo e entendendo a Telemedicina

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Após o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizar por meio de ofício enviado ao Ministério da Saúde, o uso da telemedicina durante a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o SARS-CoV2, muito se fala sobre esse assunto, o qual ainda é relativamente desconhecido tanto pelos pacientes, como também por inúmeros profissionais de saúde.

Ao contrário do que se pensa, a telemedicina já estava sendo praticada há tempos por forças militares em campos de batalha e navios, por exemplo. Tal forma de atendimento ocorria, principalmente em  países com recursos assistenciais escassos, como África, Oriente Médio e Índia. Entretanto, países desenvolvidos como EUA, França e Austrália também faziam uso dessa plataforma para atendimento em regiões de difícil acesso.

O primeiro estudo, em larga escala, para avaliar a eficácia da telemedicina ocorreu em 2012 pelos EUA.

Em 2002, o CFM (Conselho Federal de Medicina) regulamenta a atendimento on-line no Brasil, através da Resolução 1.643/02, que define a   Telemedicina  como  o  exercício  da  Medicina  através  da  utilização  de metodologias  interativas  de  comunicação  audiovisual  e  de  dados,  com  o  objetivo  de assistência, educação e pesquisa em Saúde.

Em 2018, o CFM, através da Resolução 2.227/18, define a telemedicina como o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde.

Poucos meses depois, em Fevereiro de 2019, houve a revogação, pelo CFM,   do exercício da telemedicina, por ação de inúmeros médicos que acharam melhor que houvesse um debate e estudos mais aprofundados.

Em Março de 2020, o Ministério da Saúde, através da Portaria 467, que dispõe em caráter excepcional e temporário, sobre as ações de Telemedicina, com o objetivo de regulamentar e operacionalizar as medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional previstas no art. 3º da Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, decorrente da epidemia de COVID-19.

Assim, o uso de Telemedicina veio não somente para inaugurar uma nova forma de “relacionamento” entre médico e paciente, mas também para promover uma nova perspectiva na assistência de saúde, como um todo.

Eu já pratico a telemedicina desde abril desse ano, já tendo atendido cerca de 100 pacientes não somente de nossa cidade, mas de outros estados e até de outro país.

Acredito que temos muito que aprender, mas a telemedicina veio para ficar. É importante salientar que nada substitui o atendimento presencial, e que determinados procedimentos dificilmente poderão ser realizados por esse meio.

Entretanto, seja qual for o tipo de assistência, o médico sempre deve estar atendo para praticar uma medicina ética, responsável e humanizada, obedecendo todas as regras e normas dos órgãos regulamentadores.

Dr. Fábio Araújo de Sá – CREMEG: 28610

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