Uma nova visão sobre o diabetes

Uma nova visão sobre o diabetes

Estamos vivendo uma nova era na luta contra o diabetes. Medicamentos mais eficazes, que reduzem significativamente não só os riscos de eventos cardiovasculares mas também os efeitos adversos graves como a hipoglicemia, são descobertos e aprimorados num ritmo jamais visto na história recente da medicina.

Globalmente, aproximadamente 500 milhões de pessoas sofrem com diabetes nos dias de hoje, e esse número aumentará para cerca de 700 milhões em 2045, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes. O alto prejuízo na qualidade e tempo de vida do paciente pode ser constatado quando se toma como exemplo um diabético com 60 anos de idade, com histórico prévio de infarto e que terá, consequentemente, a sua expectativa de vida reduzida em cerca de 12 anos. Isso sem falar no imenso prejuízo financeiro, pois o Brasil é o 5º país em gastos com diabetes, atingindo cerca de 30 bilhões de dólares.

É de suma importância salientar que o diabetes, principalmente o tipo 2, já atingiu proporções epidêmicas, e que, infelizmente, a maioria dos pacientes estão fora da meta estipulada pelas diretrizes internacionais. Isso ocorre por vários motivos, dentre os quais podemos citar a falta de aderência ao tratamento por parte dos pacientes, bem como a tão discutida inércia clínica por parte dos profissionais de saúde, que demoram muito para adicionar uma nova droga ou simplesmente negligenciam a correção precoce dos vários defeitos fisiopatológicos.

No Brasil, onde temos um número muito reduzido de especialistas nessa área, é muito importante que as mais variadas especialidades estejam, no mínimo, esclarecidas e atentas sobre os novos fármacos e condutas relacionadas ao diabético, para que tais pacientes sejam diagnosticados precocemente e também tratados de uma forma cor- reta. Para que isso ocorra, será necessário que haja uma grande interação e troca de conhecimentos principalmente entre os endocrinologistas, cardiologistas, nefrologistas, geriatras e clínicos. Quem sairá ganhando, com certeza, será o paciente.

Dr. Fábio Araújo de Sá – CREMEG: 28610

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